Crendiospai, acho que nunca vi tanta coisa dar errado e ainda assim tudo acabar bem.
Meu primeiro vôo, sando de Curitiba para São Paulo, atrasou. Com isso, chegando em São Paulo corri, (sim, fisicamente, oras) no balcão da companhia aérea para ver se ainda dava tempo de pegar o próximo.
Não deu.
Então fui colocada no próximo vôo disponível, que era dali a duas horas. Detalhe – meu itinerário era Curitiba – São Paulo – Dallas – San Francisco, o que eu escolhi especificamente porque não queria passer por Miami, o aeroporto mais chato do mundo. Se havia alguma chance de a imigração me parar e encher o saco, era em Miami.
Adivinha onde eu fui parar.
O próximo vôo, e também o único outro indo para os Estados Unidos, ia para Miami.
Bom, tá, fazer o quê. Vamos aí.
Peguei o avião e até cheguei a pensar que perder o outro vôo foi uma coisa boa, porque este estava tão vazio que não tinha ninguém sentado do meu lado e deu pra ficar quase confortável.
Dormi? Claro que não.
Chegando em Miami, a odisséia. Logo na entrada, tivemos que passar por uma espécie de prévia do controle de passaporte. Basicamente, ficamos em filinhas indianas e informamos ao fiscal o motivo e a duração da viagem.
É claro que quando eu disse que ia ficar 6 meses e ele viu o ultimo carimbo no meu passaporte (junho/2010), ele perguntou quanto tempo eu tinha ficado da última vez. Quando eu respondi 6 meses, ele já me catou de lado e eu fiquei esperando ele terminar todo mundo pra me levar para a salinha da inquisição.
Eu mencionei que minha conexão era apertada? A primeira coisa que pensei foi: “Perdi meu vôo. De novo“.
E perdi mesmo.
Me colocaram numa sala com várias outras pessoas que aguardavam pacientemente enquanto um bando de fiscais verificava sua documentação e fazia vááárias perguntas.
Fiquei lá por umas duas horas. Ninguém falou nada sobre usar o banheiro, até que eu (desesperada) perguntei se tinha algum. Depois disso, as coisas ficaram um pouco melhores (já que eu não estava mais desesperada).
Finalmente chamaram meu nome. O fiscal me fez várias perguntas sobre o que eu pretendia fazer nos EUA, quem eu conhecia, o que fiz da última vez, se iria trabalhar, como iria me sustentar, quanto dinheiro eu tinha para me manter, se eu tinha residência própria no Brasil, se tinha família nos EUA e no Brasil, e aí vai.
No final das contas, o fiscal disse que acreditava que eu estava dizendo a verdade, me liberou os 6 meses que eu pedi e disse que eu preciso passar mais tempo no Brasil. Ou seja, nada de ficar passeando no segundo semestre. hehe
Saindo de lá, corri para pegar minha bagagem e me enfiar no próximo vôo.
O próximo vôo que chegaria a San Francisco tinha conexão onde?
Dallas. Seria engraçado se não fosse tão ridículo.
Pelo menos os dois vôos finais foram tranquilos. Cheguei em San Francisco às 16hs, 6 horas e meia depois do planejado. Estava frio, como sempre aliás, mas pelo menos tinha sol. O Matt me pegou no aeroporto e viemos direto pra casa. Tomei um banhão, me arrumei e fomos onde?
No show do Prince!!! :D :D :D
Não tenho fotos do show pra postar. Além do fato de eu estar praticamente um zumbi àquela hora, não estava carregando câmera e estava só com meu celú podre (vendi o bom, hahaha).
Mas posso dizer que foi muuuito legal, e que fiquei bem feliz por ter ido. Sério quando é que vou ter oportunidade de ver esse cara de novo????
Moral da história: cheguei viva. Estou bem feliz e bem tranquila.
Agora começa a segunda etapa. ;)
Cheers!!
Um comentário:
Eita, mas como perde voo esta mulher... hehehe saudades bjoss
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